Melhore a saúde da sua carteira
Artigos, Destaque — Por admin em 24 Março 2010 ás 12:28De acordo com o provérbio, a saúde não tem preço. No entanto, para as empresas do sector farmacêutico e biotecnológico, o seu principal negócio é a nossa saúde, ou falta dela. Estas empresas são muitas vezes acusadas de terem lucro devido aos valores elevados que cobram pelos medicamentos mas rebatem essas acusações com o elevado valor de investimento em pesquisa que efectuam anualmente. Em 2008, as cinco maiores empresas farmacêuticas despenderam 43,14 mil milhões de euros em investigação e desenvolvimento de novos produtos, de acordo com um estudo da Pharmaceutical Executive.
O arranque de 2010 foi marcado pela ameaça da Gripe A, que encheu as páginas dos jornais e revistas durante bastante tempo. Pensando sempre na melhoria da sua saúde financeira, o ZIB mostra-lhe quais as cinco melhores acções desta indústria, tendo em conta os seus rácios Preço da acção por Lucro obtido (P/L), P/L estimado e Preço da acção por Valor Contabilístico (P/VC).

Preço 12,48 Euros
P/L 8,33x
P/L Est. 7,72x
P/VC 1,52x
Taxa de dividendo 4,27%
Rendibilidade 1 ano 24,30%
A Pfizer é a maior empresa na indústria farmacêutica, em termos de vendas. A empresa norte-americana está em negociações para adquirir a Ratiopharm, que irá permitir à Pfizer um aumento significativo na sua quota no mercado dos medicamentos genéricos.
Mas não só de aquisições se tem feito a história recente da empresa. A Pfizer teve que vender os direitos sobre alguns produtos para animais na Europa à Elanco, devido às recomendações da Comissão Europeia, no seguimento da aquisição da Wyeth.
Em termos bolsistas, a empresa fabricante do Viagra regista o segundo melhor rácio P/L da indústria farmacêutica estando o seu P/L estimado inferior à média dos seus concorrentes em 10x. A sua valorização nos últimos doze meses foi de 24,30%, embora tenha subido 40,62% até 20 de Janeiro de 2010, quando atingiu um máximo desde Novembro de 2008, de €14,12.
Preço 32,65 Euros
P/L 8,51x
P/L Est. 7,43x
P/VC 3,11x
Taxa de dividendo 5,42%
Rendibilidade 1 ano 34,14%
A empresa cotada em Londres resultou da fusão da sueca Astra AB e da britânica Zeneca Group, tendo adoptado o nome AstraZeneca após a conclusão da operação em 1999. A empresa encontra-se actualmente num ambicioso processo de contenção de custos, o qual vai originar o corte de 8000 postos de trabalho. No entanto irá pagar 647 milhões de dólares para adquirir direitos sobre a comercialização nos Estado Unidos da América de medicamentos que são comercializados pela Merck Sharp & Dohme.
Foi noticiado recentemente uma maior aposta da empresa no mercado dos genéricos, através de um acordo com a empresa indiana Torrent, que irá ser fundamental para o objectivo da AstraZeneca de obter um crescimento com dois dígitos nos mercados emergentes.
Apresentando como um ponto negativo o P/VC mais elevado das cinco empresas aqui analisadas, a farmacêutica não dá hipóteses à concorrência no que diz respeito à taxa de dividendo e ao P/L Est. Os 52 analistas que seguem a empresa estão bastante divididos sendo que 16 recomendam comprar, enquanto que 18 recomendam vender e outros 18 recomendam manter.

Preço 28,10 Euros
P/L 11,71x
P/L Est. 11,17x
P/VC 2,00x
Taxa de dividendo 4,00%
Rendibilidade 1 ano 47,19%
A Merck & Co. possui algumas marcas bastantes conhecidas tais como a Coppertone, que comercializa protectores solares e a Dr. Scholl’s que actua no sector do calçado. A empresa aliou-se à Sanofi-Aventis para juntas criarem a maior unidade de saúde animal em todo o mundo, através da junção das suas divisões de saúde animal.
Um desenvolvimento que irá ser positivo para a empresa é a aceleração prevista da acelerar a aprovação de tratamentos que necessitem da utilização simultânea de dois medicamentos, por parte da Food and Drug Administration (FDA), entidade responsável pela aprovação de testes e de comercialização de medicamentos dos Estados Unidos da América.
Os seus rácios P/L e o P/L Est. têm valores semelhantes, o que indica um crescimento moderado dos lucros. Das empresas referidas neste artigo a Merck & Co. é a empresa que regista a maior valorização nos últimos doze meses, 47,19%.
![]()
Preço 19,20 Euros
P/L 13,27x
P/L Est. 11,77x
P/VC 2,99x
Taxa de dividendo 4,93%
Rendibilidade 1 ano 25,74%
A empresa americana, resultante da fusão entre a Bristol-Myers e a Squibb encontra-se no 11º lugar do ranking das maiores empresas farmacêuticas. Actualmente a empresa encontra-se em processo de transição entre directores executivos que irá ocorrer a 4 de Maio, passando Lamberto Andreotti a liderar a empresa.
As notícias que têm saído envolvido o nome da empresa têm sido maioritariamente positivas, como um anticoagulante que se encontra em testes ter obtido melhores resultado do que o que é receitado actualmente e o facto de a empresa prever alcançar lucros de 1,95 dólares por acção em 2013.
A Bristol-Myers Squibb apresenta uma taxa de dividendo de 4,93% tendo distribuído um dividendo de 0,43 Euros. A acção acumula nos últimos doze meses um ganho de 25,74%, tendo atingido um máximo de 19,20 Euros no dia 19 de Março de 2010, valor que a acção não atingia desde Dezembro de 2007.

Preço 56,57 Euros
P/L 14,03x
P/L Est. 8,58x
P/VC 1,54x
Taxa de dividendo 3,89%
Rendibilidade 1 ano 39,61%
A farmacêutica francesa é a segunda maior do sector a nível mundial. Tal como a AstraZeneca e a Bristol-Myers Squibb, a empresa resultou de uma fusão/aquisição, tendo a Aventis adquirido a Sanofi-Synthélabo em 2004. Recentemente a empresa viu ver suspensa pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma vacina produzida pela subsidiária francesa da Sanofi-Aventis, por ter sido detectada uma substância branca no interior das vacinas.
Notícias positivas, que podem fazer aumentar a valorização do título, são a continuação por parte da empresa de parceiras para o mercado chinês e os testes com sucessos efectuados a uma vacina que ajuda a combater o cancro da próstata.
O seu P/L Est. é inferior em 6x ao seu P/L, pelo que é esperado um forte aumento nos lucros registados pela empresa. Os 47 analistas que seguem a empresa estão optimistas em relação ao futuro da mesma, dado que apenas 4 recomendam vender a acção.
Fonte: Bloomberg, 19 Março 2010.
P/L – Preço/Lucros por acção a 12 meses.
P/VC – Preço/Valor Contabilístico por acção a 12 meses.
As rendibilidades calculadas não incluem o valor dos dividendos distribuídos
Valores em euros.
Facebook
Twitter
Tweet This
Digg This
Save to delicious
Stumble it
RSS Feed
Comentários recentes